Mato Grosso registrou aumento de 15% na produção de biodiesel em 2025, alcançando cerca de 2,3 bilhões de litros do biocombustível.
O volume consolida o estado como o segundo maior produtor do país e reforça a expectativa de que Mato Grosso assuma a liderança nacional já em 2026.
Os dados são da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene em Mato Grosso (Unibio MT), entidade que representa o setor no estado.
Atualmente, o ranking é liderado pelo Rio Grande do Sul.
Impacto econômico
A produção registrada em 2025 também teve forte impacto econômico.
Segundo a entidade, os 2,3 bilhões de litros de biodiesel movimentaram quase R$ 14 bilhões em vendas.
Geração de empregos
Mato Grosso conta com 16 usinas autorizadas a operar, responsáveis pela geração de cerca de 1,2 mil empregos diretos no estado.
O impacto, porém, vai além das vagas diretas.
Matérias-primas utilizadas
A principal matéria-prima do biodiesel produzido em Mato Grosso continua sendo a soja, responsável por 73,79% da produção.
Outros insumos também participam da composição do biocombustível, como: outros materiais graxos (13,89%); gordura bovina (6,76%); gordura de frango, gordura suína e óleo de algodão, que juntos representam 5,56%.
Benefícios ambientais
Além do impacto econômico, o biodiesel também é apontado como um importante aliado na redução de emissões de gases poluentes.
Segundo o diretor-executivo da Unibio MT, Alexandre Golemo, o biocombustível contribui para a transição energética e para o fortalecimento da matriz renovável brasileira, ao integrar a produção agrícola com a indústria de energia limpa.
“O biodiesel reduz as emissões de gases de efeito estufa e fortalece a conexão entre o campo e a indústria. Novas usinas ampliam a geração de renda no interior e reduzem a dependência da exportação de grãos in natura”, destacou.