Mato Grosso avança no plantio de milho após chuvas de fevereiro e safra entra na fase final

Plantio da safrinha de milho 2026 avança em Mato Grosso e mantém estado como líder nacional

O plantio da segunda safra de milho em Mato Grosso alcançou 96,44% da área prevista até 7 de março, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço ocorre após um fevereiro marcado por chuvas intensas que atrasaram a colheita da soja e impactaram o calendário agrícola. O desempenho importa porque o estado é o maior produtor de milho do Brasil e tem papel central no abastecimento interno e nas exportações.


Plantio de milho em Mato Grosso entra na fase final da safra


De acordo com o Imea, o plantio de milho avançou 11,77 pontos percentuais em apenas uma semana. O ritmo acelerado mostra a capacidade logística do setor agrícola em recuperar o tempo perdido após as condições climáticas adversas registradas em fevereiro.


Apesar do avanço, o índice atual ainda está 2,76 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior. O atraso ocorreu principalmente porque o excesso de chuvas dificultou a colheita da soja, etapa que antecede diretamente o plantio do milho na chamada safrinha.


No sistema produtivo do estado, as duas culturas funcionam de forma integrada. Quando a colheita da soja atrasa, o calendário de semeadura do milho também é impactado.


Médio-Norte lidera o plantio de milho em Mato Grosso


A região Médio-Norte continua sendo o principal polo do plantio de milho em Mato Grosso. Municípios como Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sinop concentram grande parte da área cultivada e apresentam ritmo mais avançado de semeadura.


Essa região deverá responder por quase metade de toda a produção estadual de milho. O desempenho ajuda a compensar eventuais atrasos em outras áreas do estado afetadas pelas chuvas.


Expansão do etanol de milho impulsiona produção


A safra de milho 2026 deve ocupar cerca de 7,4 milhões de hectares em Mato Grosso, com produtividade inicial estimada em 116 sacas por hectare. Além das condições climáticas, o crescimento da indústria de etanol de milho no estado tem impulsionado a demanda pelo cereal.


Com novas usinas em operação, parte da produção que antes dependia exclusivamente de exportação agora encontra mercado interno imediato. O milho passa a ser transformado em biocombustível e insumos para alimentação animal, agregando valor à cadeia produtiva local.


Clima ainda será decisivo para a safra


Analistas do setor avaliam que o desempenho final da safra dependerá das condições climáticas nas próximas semanas. Caso as chuvas de outono ocorram dentro da normalidade, existe possibilidade de revisão positiva nas projeções de produtividade.


Mato Grosso segue como o principal motor da produção nacional de milho e mantém papel estratégico para o agronegócio brasileiro e para o abastecimento global de alimentos.

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