A agropecuária em Mato Grosso abriu 10074 empregos formais em janeiro de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado ocorreu principalmente por causa do início da colheita da soja e consolidou o estado como um dos principais geradores de trabalho no campo no Brasil.
Os números foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e compilados pelo Centro de Dados Econômicos DataHub MT, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). As vagas representam 43,7% de todos os postos criados na agropecuária brasileira no período.
Colheita da soja impulsiona empregos na agropecuária em Mato Grosso
O avanço da safra 2025/2026 foi o principal fator para o crescimento das contratações no campo. O cultivo de soja concentrou 7.299 vagas, o equivalente a cerca de 72% das admissões registradas no setor agropecuário em janeiro.
Outras atividades também contribuíram para o saldo positivo. A criação de bovinos para corte gerou 804 vagas, enquanto o cultivo de milho abriu 497 postos de trabalho. Serviços de apoio à agricultura, como preparação do solo e colheita, também reforçaram o movimento de contratações.
O desempenho evidencia o impacto direto da cadeia produtiva agrícola e pecuária no mercado de trabalho estadual, principalmente durante os períodos de maior atividade nas lavouras.
Cidades do norte e médio-norte lideram contratações
Municípios das regiões norte e médio-norte de Mato Grosso concentraram o maior número de vagas na agropecuária. Entre os destaques estão Sorriso, com 779 empregos formais, e Nova Mutum, com 403 postos.
Brasnorte registrou 386 vagas, seguida por Primavera do Leste, com 368, e Pedra Preta, com 351. Também apresentaram saldo positivo cidades como Paranatinga, Campo Novo do Parecis, Querência, Diamantino e Nova Ubiratã.
Essas regiões se destacam pela forte presença da produção de grãos e pela estrutura consolidada do agronegócio.
Produção agrícola sustenta expectativa de crescimento
Estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em Mato Grosso aumentou 2,04 milhões de toneladas em janeiro de 2026 na comparação com o mês anterior.
O dado reforça a continuidade de uma safra robusta no estado e aponta para a manutenção da demanda por mão de obra no campo ao longo do ciclo agrícola.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico em exercício, Anderson Lombardi, o desempenho do mercado de trabalho reflete a força do agronegócio mato-grossense.
“Os números mostram com muita clareza a força da economia mato-grossense. Mato Grosso começa o ano com um saldo expressivo de geração de empregos e a agropecuária tem papel central nesse resultado”, afirmou.
Dados do emprego na agropecuária em janeiro de 2026
Vagas na agropecuária em Mato Grosso: 10.074.
Participação no total nacional: 43,7%.
Total de empregos formais criados no estado: 18.731.
Principal atividade geradora de vagas: cultivo de soja, responsável por cerca de 72% das contratações.
Os números reforçam o peso estratégico da agropecuária na economia de Mato Grosso e sua influência direta na geração de empregos formais no Brasil.
